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ABRAVANA! (=se joga!)
Rick Castro é um artista plástico, se é que se pode chamar assim, que faz obras performáticas bem louconas, como portais pra outras dimensões, festas-performances, tudo mega colorido, divertido… abravanado. É da turma da grife Neon, do coletivo AVAF, tudo meio misturado.
Outro dia ele esteve no Paço das Artes, museu em São Paulo, falando de seus trabalhos e… da origem do verbo “abravanar”: nessa época ele ainda era arquiteto, com uma vida chata, até que viu na televisão a Patrícia Abravanel de rosa na sacada da mansão falando para a imprensa o quanto foi maravilhoso o tempo que passou no cativeiro, com os amigos sequestradores - uma cena inesquecível pra quem viu (porque só ficou em nossa memória… retiraram do Youtube). O termo “abravana!” veio, portanto, de Pat Abravanel e seu arco-íris da alegria (também conhecido como Síndrome de Estocolmo). Demais, não? A partir desse dia virei fã de Ricky.
Podia parar por aqui mas o combo loira + roupa rosa + falta de noção me lembrou de outra amyga, a Geisy “Loira da Uniban” Arruda. Na época em que ela quase foi linchada na Uniban por usar um vestido rosa muito curto, eu (como tantas outras pessoas de bom senso) saí em defesa da menina, afinal, não estamos mais na Era das Cavernas e foi escroto como a faculdade lidou com o assunto, jogando a culpa nela. Agora, paguei a boca, Geisy abriu uma grife - só de vestidinhos rosa, é claro (você não acha que devia chamar Rosa Shoking Pride?).

Então fica a lição, minha gente: Patrícia foi sequestrada e viveu dias maravilhosos no cativeiro, Rick era arquiteto entediado, viu a Pat na televisão e decidiu abravanar e, por fim, Geisy teve a epifania do vestido rosa e passou de linchada à empresária. Se a vida te dá um limão, faça você também a sua limonada.