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o joio e o trigo.
Deu vontade de voltar aqui no meu blog diletante, para o qual aliás eu nem sei mais a senha mas o login está salvo no meu navegador. O assunto que eu queria xoxar desta vez é a volta da calça boca de sino. Foi assim: sempre usamos isso, incautas, aí decretaram a skinny, aí ficamos com vergonha da boca de sino e jogamos tudo fora ou talvez cortamos e fizemos bermudas com o forro do bolso aparecendo. Aí voltaram com a boca de sino, agora chamada Flare, e nós engolimos, sem nem ao menos perguntar: “Mas vocês não tinham falado que era cafona?”. Bom, deixa pra lá, que se dane a calça boca de sino, usa aí quem quiser.
Voltando à Kate Moss. Fui dar um google “kate moss calça flare” pra botar uma foto bonita aqui e aí pensei num assunto mais interessante do que a variação do tamanho da boca de uma calça.
Pensei: por que em Kate Moss tudo fica tão desejável? Por que nela a roupa sempre encaixa tão bem? A mulher coloca uma pantalona em pleno reinado da calça skinny, essa imagem nos persegue e daqui uns meses, todas de Flare. To pensando aqui que a Kate Moss se destaca porque ela não veste roupa “estilo rockinho”. Ela namora um roqueiro crackeiro, ela canta com o Primal Scream, ela faz strip pro White Straps, ela depois casa com um roqueiro um pouco menos craqueiro. Quando vazaram as fotos com cocaína, cancelaram alguns contratos mas isso só criou mais rebuliço ao redor dela e a tornou ainda mais absoluta. Porque no meio de um monte de gente chata, a Kate é uma pessoa pelo menos interessante. O que hoje em dia já é muito.
Muito diferente de uma patricinha que um dia acorda ousando na tachinha e usando a jaqueta de couro báiquer que agora é uniforme, mas faz tudo isso ouvindo sertanejo.
Talvez more aí a definição de estilo. Estilo engloba não só a roupa que a gente veste mas o estilo de vida. Ir de báiquer no show de Bruno e Marrone, pensa aí, é totalmente equivocado: quem você é não tem nenhuma relação com a roupa que você veste. Cansei de ver Wanessas, Mirellas, Rudges, Angélicas, todas uniformizadas de tachas, coturnos, couro e caveirinhas.
Sinto muito, mas é impossível fazer a “roqueira” sendo casada com Luciano Huck.